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domingo, 15 de novembro de 2009

Compras por compulsão: consumidor pode estar doente sem saber!

Paloma Brito



 Falar em compras por compulsão pode parecer uma simples questão de mau hábito. Mas, conforme destaca a Serasa em seu guia contra a inadimplência, não é apenas este o grande problema das pessoas.

Doente, eu?
      Comprar pelo puro prazer de gastar, por modismo, status etc, seja qual for o motivo dos seus gastos, se o seu dinheiro vai embora indiscriminadamente então você pode estar sofrendo de uma doença chamada "oneomania".
      De acordo com o neuro-psicólogo Daniel Fuentes, coordenador de Ensino e Pesquisa do Ambulatório do Jogo Patológico e Outros Transtornos do Impulso (AMJO), do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, a doença atinge mais as mulheres: quatro para cada homem.
      Não foi encontrada uma razão especial para o fato, mas acredita-se que fatores culturais estão associados à compra por compulsão. Para se ter uma idéia da gravidade do problema, um oneomaníaco sente no efeito de comprar a mesma sensação que um usuário de drogas!
      Além disto, como tal, a demora para aceitar o problema é muito comum, chega a levar mais de 10 anos, conforme destaca a Serasa. O grande problema é que somente quando perde o controle da situação é que o comprador compulsivo então busca ajuda médica ou de grupo, como os Devedores Anônimos.
      A entidade até elaborou um questionário para avaliar o grau de compulsividade das pessoas com relação ao dinheiro, que serve para alertar aqueles que não estão seguros de ter ou não o problema.

Trabalho sério
      Fundado em 1967 nos EUA, o grupo de auto-ajuda possui um trabalho sério de reabilitação destas pessoas, ajudando os devedores a lidar melhor com o planejamento orçamentário. No Brasil desde abril de 1997, o grupo presta serviços em São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, e deve chegar a Minas Gerais e Bahia em breve.

Em reuniões semanais que duram cerca de duas horas, as pessoas trocam experiências e desabafam com outros consumidores que sofrem do mesmo impulso pelo consumo.

Ainda segundo a Serasa, cerca de 3% da população brasileira sofrem deste mal. Na população geral, este percentual varia de 1,1% a 5,9%.


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